Dia dos Pais: metade das classes D e E cresceu sem convivência paterna

Neste domingo (9), em que milhões de famílias celebram o Dia dos Pais, um dado chama atenção para uma realidade vivida longe das homenagens e das comemorações: metade dos brasileiros pertencentes às classes D e E não teve convivência com o pai durante a vida, segundo pesquisa divulgada pelo UOL.

O levantamento evidencia que a experiência da paternidade — e também da ausência dela — não acontece da mesma forma entre diferentes grupos socioeconômicos do país. Entre a população de menor renda, a falta de convivência com a figura paterna alcança uma parcela expressiva dos entrevistados.

O dado ganha ainda mais relevância justamente no Dia dos Pais, quando as redes sociais são tomadas por declarações, fotografias e homenagens familiares. Para uma parte significativa dos brasileiros, porém, a data pode representar uma experiência completamente diferente.

A ausência paterna pode estar relacionada a diferentes contextos familiares e sociais e não necessariamente significa apenas a inexistência do registro do pai. Não conviver com o pai e não ter o nome paterno na certidão de nascimento são situações distintas, por exemplo.

Os números também ajudam a colocar no centro da discussão a diversidade das estruturas familiares brasileiras e a importância das redes de cuidado que, em muitos casos, são formadas por mães, avós e outros familiares.

Neste Dia dos Pais, portanto, além das homenagens, o levantamento abre espaço para uma reflexão sobre presença, cuidado e responsabilidade na criação dos filhos.

Fonte dos dados: pesquisa repercutida pelo UOL.

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